sábado, 21 de novembro de 2009

Estresse

Dor - de –cabeça; comprimido.
Ônibus lotado; comprimido.
Ar fresco; comprimido.
Sapatos; comprimindo.
Pneu; compressão.
Altura; comprimento.
Mente; compressora.
Homem; panela -de –pressão.

domingo, 8 de novembro de 2009

Medo

O temido comunismo, durante décadas o grande medo da sociedade capitalista eram os diabólicos comunistas. Supressão de liberdade individual (ditaduras militares), guerras como a do Vietnã, e medo. O medo continuou a imperar sobre nossa famigerada sociedade. A URSS e o Muro de Berlim beijaram a lona, a luta durou décadas, os golpes dados respingaram sangue sobre grande parte do Globo. É sempre interessante falar-se em sangue, afinal, ele move interesses e ideologias. Os famosos Ataques às Torres Gêmeas, sangue para todos os lados, mais um mandato de George Bush, invasão e controle político do Afeganistão e, de brinde, o medo implantado sobre a sociedade mundial propiciando legitimação aos atos restritivos de liberdade e controle de massas pelos detentores do poder.

O Brasil não se excluiu do processo de implantação do medo como ferramenta de governo. O “Bicho-Papão” chamado comunismo propiciou a instalação de uma ditadura militar no país, como consequência, vários torturados e mortos anotaram seus nomes em um triste tempo de nossa história. Após o fim deste horrendo período, alguns “esquerdistas” organizaram um encontro no ano de 1990 no chamado Foro de São Paulo, tal encontro definiu as bases de atuação da esquerda no contexto mundial, resumindo-se a história, um dos participantes deste evento era Luís Inácio Lula da Silva, que após anos de tentativas se elegeu presidente com méritos. O tal Lula, por sua vez, se apropriou da mesma política de medo utilizada em outras circunstâncias por países como os EUA, antes seus inimigos em tempos de ditadura. O calcanhar de Aquiles da vez chama-se segurança pública. Um problema que tem solução, não imediata, mas em longo prazo pode dar uma margem de satisfação para o cidadão que assiste a todo esse filme sem saber para onde ir, o governo sempre tem a razão,sabe perfeitamente para onde ir,ele vai para a exploração do bom senso do cidadão e dita a máxima de que o poder sempre está certo. O cidadão pode ser violado moral e materialmente pelo bem de todos. Assim, querem que caminhe a sociedade. Não é fruto apenas do lulismo o uso dessas práticas no Brasil, Fernado Henrique Cardoso também se manteve no poder pelo medo da população com relação à instabilidade econômica. E outros farão o mesmo. O louco do Hugo Chávez prega o medo aos diabólicos americanos, os europeus pregam o medo aos estrangeiros etc. E nós? A nós que não estamos nos bastidores do poder, cabe assistir a tudo atônitos pelo Jornal Nacional, e sentir medo, afinal, ele impulsiona a humanidade.

sábado, 7 de novembro de 2009

“A rosa”

Ela é o objeto de desejo para muitos, os homens querem senti-la, tocá-la, acariciá-la, no entanto, para isso existe um complexo ritual. Rituais que, por muitas das vezes, são demorados e exaustivos, mas têm a sua compensação. Situações diversas rondam tais rituais e o homem contemporaneamente primitivo extintivamente busca “a rosa”.

“A rosa” timidamente desabrocha, geralmente da décima segunda à décima quinta primavera, suas donas são de dois gêneros; umas não se importam com a conservação de suas rosas, outras protegem ao máximo aquelas preciosas fontes de desejo do homem. As primeiras não usam de etapas para facilitar o acesso às suas rosas. Já as segundas querem estabelecer regras e, como em um jogo, todas elas devem ser rigorosamente cumpridas para se alcançar o prêmio maior.

Os requisitos clássicos para se conhecer “a rosa” são: o diálogo com os criadores da rosa, situação não muito confortável. O segundo passo é a adubação frequente do biobjeto desejado, relevando-se que insumos baratos serão rejeitados e dificultarão a acessibilidade. O terceiro passo é a compra de um anel dourado para a dona da rosa, seguido de cerimônias místicas e legais.

Após o seguimento de todos os rituais chega-se ao encontro da “rosa”. O encontro é marcado por violentos atritos e a rosa se machuca, ferida que sempre unirá o homem e a pessoa por trás da flor vermelha. Ao final, o homem perceberá que tudo é muito mais que apenas uma rosa, perceberá a existência de fortes laços entre ele e a mulher que lhe atribuiu o grande presente, perceberá que a vida é feita de amor.

domingo, 1 de novembro de 2009

Comunico aos caros leitores que esta semana não haverá postagem, no entanto, aguardem a próxima semana onde postarei dois novos textos.

abraços