sábado, 22 de agosto de 2009

Promiscuidade política

Sinto o toque sutil da caneta buscando o atrito de um velho caderno, há uma música de fundo melancólica, Eric Clapton quer me dizer algo. Tenho vontade de escrever e vontade para mim é uma palavra de grande relevância. Pena que a vontade de toda uma população não tenha a mesma expressão frente aos excrementos políticos do nosso país!

Ao lembrar política, sempre me vem à mente a figura excêntrica de Silvio Berlusconi, um político rico e poderoso de tendências estranhas, talvez a minha associação espontânea tenha surgido com a constante instabilidade política brasileira e atos exóticos de nossos representantes, ou talvez eu esteja louco e nossa política vai muito bem, obrigado!

Berlusconi fala asneira, finge não conhecer a Primeira Ministra Alemã Angela Merkel, e paga por orgias em sua casa. No Brasil os nossos políticos falam asneiras enquanto a população inerte acompanha escândalos sem fim, quando em tempos difíceis eles não conhecem ninguém e não sabem de nada. Para completar, os nossos heróis engravatados não pagam prostitutas como Berlusconi, mas no fim da história alguém tem que se ferrar e, para descontentamento de todos, quem se ferra é a população.

O bacanal político já não assusta ninguém, nos contentamos com notícias manipuladas de jornais que subestimam nossa inteligência. O contentamento não para aí, aceitamos censura prévia de noticias que chocam os interesses de homens poderosos. Nos calamos diante do coronelismo que vive muito bem até os dias de hoje, a demagogia típica de neopopulistas fajutos e dos assistencialismos baratos, que não passam de imediatismos.

A verdade não passa do que presenciamos todos os dias, miséria, fome, educação de péssima qualidade, televisões manipuladas (brigam entre si para nos mostrar quem é pior!), mentalidade atrasada que ainda vota em Sarney. Já não tenho muita esperança de que possa haver melhoras as perdi junto com a minha dignidade brasileira.

Um comentário:

  1. Huahuahuahuaua
    [...]
    Para completar, os nossos heróis engravatados não pagam prostitutas como Berlusconi, mas no fim da história alguém tem que se ferrar e, para descontentamento de todos, quem se ferra é a população.[...]

    Ferrar entra aí pela censura...

    mas aê, sobre as redes de televisão, na briga é um sujo falando do dinheiro lavado

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